Crossfit: um estilo de vida

Quem já fez, ao menos uma vez, um treino de crossfit, sabe que é uma atividade que exige muito do nosso corpo, e também traz inúmeros benefícios. E, para falar um pouco mais sobre esse esporte que anda fazendo a cabeça da galera, a gente conversou com a Gilvana Silva, a Gil, da Estação Crossfit (Av. Jove Soares, 625. Loja 01).

Vem nessa com a gente!

Real Própolis: Conte pra gente um pouquinho da sua história com o crossfit?

Gil: Eu conheci o crossfit em 2012, em Belo Horizonte. Uma amiga me apresentou e eu quis muito trabalhar com isso, porque eu achei uma atividade completamente diferente do que eu já tinha visto em academias. Minha intenção era trabalhar lá em BH, mas não consegui ir por causa da minha filha. Aí, entre 2013 e 2014, eu fui bolando na minha cabeça o que e como eu queria abrir. A ideia não era ter algo nessa proporção que a Estação tem. Eu pensava em algo menor, mas aí juntamos eu, o Felipe e a Fernanda, e montamos esse maior, que acabou dando super certo.

RP: Quais foram as maiores dificuldades encontradas por vocês no começo?

Gil: A gente abriu em 2014, completamos 4 anos agora em novembro. E desde então que todo mundo começou a conhecer mais, porque aqui não era conhecido. É uma cidade do interior e demora mais a chegar as coisas. No início, todo mundo tinha medo, tinha muito receio. Hoje não. O pessoal vê que não é daquele jeito que a mídia divulgava, que machucava, que era isso que era aquilo. É tudo muito controlado, os treinos são montados de forma a ter evoluções gradativas, não é uma coisa radical. Tem muita gente já mudando esse conceito.

RP: O que o crossfit representa pra você?

Gil: Pra minha vida, ele mudou muita coisa. É uma atividade que a gente fala com todos os alunos: ou você ama ou você odeia. Quando você ama, não tem como: você não fica sem. E até no meu tratamento contra o câncer, ajuda muito: a ter mais força pra poder passar por tudo, relaxar, desestressar. É uma coisa que traz um bem-estar muito grande. Os médicos me falam: tem que continuar fazendo, pois, a atividade física auxilia no tratamento. Às vezes não dá vontade nenhuma de fazer, mas quando você consegue, ajuda muito a aliviar.

RP: Os treinos são iguais para homens e mulheres?

Gil: É a mesma coisa pra todo mundo. Só é adaptável de acordo com o que você consegue fazer ou não. O exercício é o mesmo, mas tem as regressões e adaptações pra todo mundo conseguir fazer. Pra quem tá começando é diferente, faz mais os treinos regressivos até conseguir os mais pesados.

RP: O que você mais gosta no crossfit?

Gil: Se fosse pra eleger uma coisa só, seria o clima, o ambiente. É todo mundo muito amigo, preocupado um com o outro. É difícil falar “ah eu gosto só disso”, é difícil. Mas talvez essa seja a parte mais gostosa pra mim.